2 de março de 2009

O PAÍS COMENTADO

No meio de tanto trabalho, falta-me o tempo para comentar o país.
O que não é mau. O que não falta em Portugal é treinadores de bancada. Na política, no futebol na maneira de se nos comportarmos.
Pena que tente-se o que se tentar, perdemos sempre o jogo...
Por essas e por outras, prefiro continuar a trabalhar.

22 de fevereiro de 2009

OSCARS 2009

Espero que o de Melhor Actriz vá para a Kate Winslet. É extraordinário se olha para esta inglesa de cara redonda e se vê uma mulher alemã de traços duros. É a diferença entre ser uma grande actriz e o querer sê-lo, suponho.
RUNNING NOSE!

Depois de uma semana de desgraça, estou melhor. O vírus cansou-se, ao que parece.
Olhando-me ao espelho posso afirmar que estou em boa forma para interpretar o papel principal em "MÚMIA 3"... :)

20 de fevereiro de 2009

CASAMENTOS GAY

O desesespero é total. Entalados entre o politicamente correcto e o não quererem fazer figuras de trogloditas, os opositores só gaguejam "que não é normal", que não
é discriminar ninguém, é só "não lhe dar os mesmos direitos que a maioria das pessoas".
Os manhosos ainda tentam a manobra do referendo, porque sabem que no escuro das cabinas de voto, pode-se ser tão preconceituoso quanto se queira, sem que ninguém saiba.
Enfim, estas batalhas do domínio do simbólico são sempre acaloradas. Mas no fim, tal como os pretos puderam ir à escola, as mulheres votar e os comunistas manifestarem-se nas ruas, calculo que os homossexuais portugueses vão finalmente poder dizer: "Casar, eu? F...sss!"
GRIPE

Como não nos vendem (acho eu) antibióticos na farmácia, ainda por cima temos de estar com os olhos bem abertos na hora de pedir o analgésico/antipirético. A mesma substância pode custar 4 vezes mais, em função da marca. E se estivermos a tossir na hora da encomenda, ainda damos por nós a carregar um tubo de comprimidos de vitamina c que vai direitinho pela urina abaixo...
Raios partam os vírus, a única coisa que ainda se recebe de graça neste país!

18 de fevereiro de 2009

DOCUMENTÁRIO "ADEUS À BRISA"
Para quem não teve oportunidade de o ver no Doc Lisboa, em grande ecrã, pode agora fazê-lo, no próximo sábado, às 17 horas, no cinema S.Jorge, integrado no "PANORAMA".
Mais tarde, pelas 21.30h, será tempo para conversar sobre a produção documental, no mesmo cinema.

13 de fevereiro de 2009

ENCONTRO DE ESCRITA - PóVOA!

Hoje, um grupo de alunos (um grande grupo de alunos) recebeu muito bem 4 escritores. Estavam preparados e responderam com carinho às apresentacoes em português, galego e espanhol.
Foi uma surpresa muito agradável e um belo momento de partilha.
Deveria acontecer mais vezes.

12 de fevereiro de 2009

CORRENTES DE ESCRITA

Os encontros da Póvoa comemoram 10 anos. Uma década a convidar escritores e público local a encontrarem-se com eles e a participarem dos debates.
Um raro evento literário, verdadeiramente popular. Fazia falta que se criassem outros que conjugassem tão bem a simplicidade e a qualidade dos participantes.
Parabéns à organização.

9 de fevereiro de 2009


SOBRE FESTIVAIS DE CURTAS

Não é possível fazer um bom festival sem ver outros que de alguma forma toquem os mesmos géneros e que tenham uma boa dimensão. É o caso do festival de cinema de Clermont-Ferrand. Perdida no interior da França, geralmente com neve por esta altura, a cidade parece interessar pouco ou nada, aos franceses. E quem só ouve falar de Berlim ou Cannes, fica sempre surpreendido quando se refere que este é um dos maiores festivais de curta-metragem do mundo. Recebem mais de 6000 inscrições de filmes, têm um mercado que funcionam muito bem, com representações de diversos paíse e uma videoteca que permite ganhar tempo nos visionamentos e descobrir coisas que não encaixaram na programação. Os festivais portugueses que trabalham com curtas, estão, naturalmente todos presentes. E a maioria volta de lá com mais 200 possibilidades de escolha do que estava contar. Mais 200 filmes para discutir a hipótese de selecção. Uma trabalheira. Mas também se volta com mais conhecimento sobre a maneira de bem organizar um evento desta natureza, com novos contactos europeus e não só que abrem parcerias tão necessárias nestes tempos de recessão e por aí fora.
No meio disto tudo, quando sobra tempo, ainda se bebe um copo, prova-se a cozinha da região de Auvergne e convive-se com as gerações de portugueses que para ali partem desde os anos 60.
Os franceses podem continuar a ignorar Clermont, por mais uns tempos, enquanto isso, o progresso e a descoberta continuam a ser de quem lá vai.

29 de janeiro de 2009



PASSA DAS DUAS DA MANHÃ...
e o trabalha por hoje, que já é amanhã,termina. Antes de desligar tudo e ir dormir, olho para as coisas que escrevi aqui, para as opiniões expressas sobre este bocadinho de terra em que vivemos, a Justiça e as coisas que deveriam ser de uma maneira mais harmoniosa do que são. E, talvez por ser tarde, penso nos mares largos, na Antárctida, onde ainda não fui, nos bancos de gelo, brancos, nas águas azuis e mortais... Mas também no seu oposto, nas terras quentes que me falta conhecer, nas línguas desconhecidas que ainda não escutei, nas histórias que não poderia conceber por nascerem de culturas muito diferentes da minha. E percebo que a maior parte das coisas que nos ocupam são nada.
Descansa-me a ideia de que estas minhas preocupações são temporárias, com um mundo destes para ir apanhar.

28 de janeiro de 2009

AINDA AS CORPORAÇÕES

Era ver a cara de fuinhas contente (com a devida vénia e salamaleques subservientes, meritíssimo...) do juiz-chefe, por assim dizer, ao anunciar que não adiantava de nada que o país inteiro, psicólogos incluídos, estivesse contra a ideia de retirar a desgraçada da miúda-esmeralda a quem a amou e lutou por ela, durante anos. No fim, o primeiro juiz, que errou, acabou por ganhar. Este caso, tristíssimo, no que reflecte do corporativismo impune, em Portugal, mostra bem que quando se trata de luta de poder, de mostrar who's the boss, sacrifica-se o que for preciso.
Repugnante, apenas.

ps: na mesma cerimónia fantoche, foi curioso ver o sempre justiceiro chefe dos advogados, a zangar-se porque se violou a sacrossanta paz dos escritórios de advogados "com vista a obter provas contra os seus clientes". Ora, se os clientes são uns escroques e os advogados retêm provas disso, não só se deveriam fazer buscas, como engavetar os próprios advogados que as sonegam, com plena consciência, à justiça... Digo eu, que não fui colega de nenhum na Faculdade de Direito...


27 de janeiro de 2009

COMENTÁRIOS
Caros amigos, como já devem ter percebido, só são publicados os comentários assinados. O anonimato fica reservado ao hate-mail, como manda a tradição. Por isso, pedia que não se esquecessem de assinar, para podermos ir promovendo a discussão.

26 de janeiro de 2009

RECIBOS VERDES

São uma vergonha, desde a forma burocratizada como mês após mês se têm de preencher, quer no que representam de discriminatório, já que exigem, com ar severo, que sejamos todos muito cumpridores, num país em que as leis são usadas de forma despudorada por quem as cria, tem dinheiro para não se chatear a cumpri-las ou é espertalhão para descobrir o jeitinho para dar a volta. A Maria Z. enviou este e-mail, que transcrevo e o link para a petição. Não acredito que dê em nada, ou que haja pressa em resolver, uma vez que os nossos eleitos estão todos com licenças sem (e com) vencimento dos lugares donde (eventualmente) saíram, com contratos de aço e direito a indemnizações, mas enfim.Temos de acreditar nalguma coisa...

"Como sabem desde sempre que trabalho a recibos verdes. Não existe
trabalhador mais desprotegido que o trabalhador dito "independente" a
recibos verdes.

Não temos direito a férias, a estar doentes, licenças
maternidade/paternidade, etc... não recebemos subsídios de qualquer
ordem (baixa, desemprego, maternidade, etc.), não temos uma inspecção
geral do trabalho que nos informe ou apoie (é só para os trabalhadores
dependentes), recebemos ordens de todos e temos horários para cumprir
como todos.

Somos obrigados a pagar todos os meses a segurança social, mesmo que
fiquemos 5 meses sem receber um tostão. Somos obrigados, no final da
prestação do serviço, a entregar o recibo verde em como recebemos
(segundo a lei) mesmo que não tenhamos recebido - o único elemento de
prova que temos em nosso poder que nos serve de garantia de
recebimento ou não - irónico não é?! Se as empresas não nos quiserem
pagar (e existem muitas assim) para as finanças, quem está em falta
somos nós, os trabalhadores independentes que prestaram o serviço, não
receberam mas também não prestaram contas desse serviço (quer tenham
ou não recebido).

Por tudo isto, peço-vos, minhas amigas e meus amigos, familiares, a
recibos verdes ou não, assinem esta petição por todos nós e, quer
resulte ou não, pelo menos tentamos."

PETIÇÃO, AQUI

25 de janeiro de 2009


WHO GIVES A SHIT ABOUT LITERATURE...? NINGUÉM!

Há uns anos atrás, um dos nossos poetas, deputado e tradutor, escrevia (creio que no JL) que os alunos portugueses deveriam seguir o exemplo dos seus colegas franceses e aprenderem, de cor, uma qualquer "Chanson de Roland". Que mais valia isso do que não conhecer nada. Na altura, indignei-me por escrito, etc, etc.
Hoje, ao ver que os alunos do 11º ano ainda são atormentados com o Frei Luis de Sousa, lembrei-me dele. 99,9% odeiam (passam a odiar) esta peça, e muito menos de metade perceberá sobre que diabo se debruçou, mil anos atrás, GarretT. Parece que já são poupados às Viagens Na Minha Terra, os sortudos.
Quando se olha as obras escolhidas para estes milhares de adolescentes, para os interessar pela Literatura, temos vontade de dar um tiro na cabeça, tal a confusão que a coisa nos gera. A pergunta que se coloca não tem a ver com o valor das referidas obras literárias (e mesmo isso, poderia ser questionado...), mas o interesse em chagar a cabeça a esta gente, misturando neste esforço inútil as palavas "Literatura" e "prazer". Aparentememnte, o povo do Ministério que aprova este continuado dislate, acha que basta aos estudantes "terem ouvido falar de Camões, Almeida Garrett ou Cesário Verde. Não interessa se eles querem ler mais alguma coisa destes e muito menos se o pouco gosto pela leitura fica comprometido para sempre.
Como sabem, não tenho pena nenhuma do esforço estudantil. Pelo contrário, acho que até é pouco. O que não acho é que deva ser inútil. Ao serviço de nada. Ou pior, utilizado para os levar a confundir "seca brutal" com "desenvolvimento pela leitura".
Como é que se pode pedir a este gente que aprenda a cozinhar pastelaria fina quando não se sabe estrelar um ovo, ou sequer que eles saem do cu das galinhas?
Não seria melhor trabalhar obras contemporâneas, com incursões nos clássicos, de maneira a criar primeiro a vontade de ler e depois a obrigação de se cultivar?
O mesmo princípio se aplica ao ensino da Filosofia. As boas intenções estão lá, o problema é a abordagem e as linguagens utilizadas. Um horror e um desperdício de tempo de professores, alunos e dinheiros públicos e privados.

24 de janeiro de 2009

SOBRE CARROS E CIDADES

Basicamente, eles comen-na. Todos os dias entram milhares, rosnam, largam gases e depois arrancam de volta aos subúrbios. Passamos os dias a falar mais alto do que gostaríamos, a não conceber a ideia de que o humano e o natural possa ser vivenciado nas ruas largas. E contudo, quando nos levantamos cedo, aos domingos de manhã, percebemos que talvez não tivesse de ser assim.
Quando o presidente da Cãmara de Lisboa, António Costa, subscreve a ideia de retirar os carros da Baixa, muitas vozes se levantam e levantarão contra. São as mesmas que ainda há pouco gritavam que se deveria fumar em TODOS os restaurantes, que acham que não enfardar picanha regularmente é "fanatismo" e que não percebem por que razão se deveria deixar o litoral respirar de casas. Preferem o wiskie à àgua e a luz eléctrica à das estrelas.
Desconfio que se sentirão solitários um dia, no meio das sedas interiores do seu caixão. E, contudo, a relva continuará a crescer sobre os seus corpos.

14 de janeiro de 2009

TODOS OS DIAS SE ESCOLHE

o que fazer com a vida.
Uns lamentam-se da pouca sorte, das doenças, da cegueira dos outros.
Outros vivem embriagados, só respiração rápida, para intoxicar e não pensar.
Outros, com um pouco mais de esforço, dizem a si mesmos que isto não passa de um rio agitado e que temos por baixo uma barcaça frágil e escorregadia. Passam os dias a ser melhores marinheiros. Mesmo se nem sempre sabem muito bem para que servirá...

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10 de janeiro de 2009

A CORPORAÇÃO

Só os mais ingénuos poderão ficar surpreendidos: O Supremo Tribunal (o último, de quem vai a caminho do Céu e ligeiramente antes de se avistar o São Pedro) confirmou a decisão inicial no processo de tutela conhecido como "Caso Esmeralda". Para os mais esquecidos, relembro a reacção irritada da classe de magistrados quando a opinião pública questionou a decisão do tribunal de Torres Novas. Não fosse a teimosia dos pais adoptivos (ex...) e o barulho que os media criaram à volta e a coisa teria ficado ali mesma arrumada. Mas claro que a magistratura portuguesa não aguentaria a "afronta" feita pela maioria dos cidadãos portugueses e tudo faria para "repor a legalidade", como eles gostam de chamar aos seus gestos arbitrários, subjectivos e altamente pessoais, escudados na lei impressa. Aproveitaram as férias do Natal (obrigatórias) da criança em casa do pai biológico para aplicarem o que lhes parecia bem, desde o princípio.
O que interessa se isto fará infelizes 3 pessoas? Nada. Ingénuos os que não percebem que se trata de uma questão de Poder. Os juizes portugueses beneficiam de um estatuto de impunidade que os coloca acima de governos, parlamentos e até dos seus concidadãos. Mas sobretudo, estão para lá da Justiça. E nenhum deles, ou muito poucos, estarão dispostos a abdicar deste privilégio.
O Supremo Tribunal é formado por pessoas eleitas pelos principais partidos. O número e os nomes são negociados. Há casos de leis que passaram no Parlamento, em troca de mais um lugar para este ou para aquele partido. Há um simulacro de democracia nisto.
Este país não é mau de todo. A única chatice é que quando se trata de "fazer justiça", é bom que não se seja pobre ou não se desafie a classe judicial.
Caso contrário, bem podem chorar que o "Estado de Direito" continuará a prevalecer segundo os critérios de alguns.
Lamentável!

ps: uma boa forma de testar este amor paternal seria acrescentar à sentença, a devolução dos 30.000 euros que o pai extremoso embolsou (excluídos os honorários da advogada...). Seria curioso ver onde iria parar tanta determinação.

ps2 (escrito dias mais tarde):
Leio no Mirante que um grupo de assaltantes escapa a uma condenação mais séria, por não ter sido produzida prova suficiente. As suas caras e actos foram claramente identificados junto de dois locais distintos, através de câmaras de segurança, Acontece que o dono de um dos estabelecimentos não tinha "solicitado autorização à Comissão de Protecção de dados para o uso da videovigilância. E a outra tentativa de assalto, com montra partida e tudo, estava colocada na rua, logo não pode ser usada.
Ou seja: ficou provado, mas não ficou provado, porque a prova não levava o impresso B284/123...
Este remate, embora não assente nas razões corporativistas apontadas em cima, ainda assim prova que em Portugal o papel vale mais do que a evidência.

5 de janeiro de 2009

REVISTA "LER"

Por razões que não vêm ao caso, comprei o último número da revista de livros "Ler".
Para que conste, não sou grande admirador deste género de revistas. Nos casos internacionais são, frequentemente chatas, à falta de melhor palavra para definir um conjunto de artigos que não me apetece ler... As tentativas portuguesas ou acrescentam desinteresse ou são inócuas, promovendo light como se fosse paté.
A LER foi uma bela surpresa.
Do grafismo sóbrio à forma sólida como trata os temas for um conjunto de descobertas.
Claro que está muito bem servida de comentadores e críticos (whatever that means por cá...).
Abençoados 5 euros (que me farão gastar ainda mais em livros, helàs!)

4 de janeiro de 2009

O mElhor da Música TUGA

:) E para arrancar o ano, a música desta jovem promessa da música portuguesa. Desde pequeno "que se punha em frente ao espelho", diz ele, acrescentando que o seu "sonho se está a tornar realidade. Tocante.
Embora este vídeo seja interpretado por admiradores, há uma entrevista com o original aqui



Para quê estudar Música quando o sucesso está ao alcance de qualquer microfone.
Força, companheiro!
2009
O passar do tempo traz a algumas pessoas uma coisa formidável: deixam de ter "desejos" que dependem das estrelas para o ano seguinte. Passam a ter objectivos. E isso, meus amigos, é saber que se monta a cabeça do touro enquanto ele esperneia.